A pele que habito

O médico e o Monstro latino.



"Babushkas são aquelas bonecas tchecas que se encaixam umas dentro das outras. A criança abre a primeira e encontra em seu interior outra semelhante, mas menor. Abre essa boneca menor e encontra uma terceira,ainda menor, e assim por diante até a última,pequenínissima, de madeira maciça- que não se abre.O briquedo parece ter por objetivo provocar a surpresa,mas como provocar a surpresa ad infinitum? Basta deixar a boneca fechada;o que há no interior do corpo? Um outro corpo, ainda.O que há no interior deste novo corpo? Também um novo corpo". ( O livro da Metaficção,Bernado,Gustavo)

Esse paragrafo do livro Metaficção de Gustavo Bernardo resume muito bem A pele que habito,o novo filme de Almodovar. Se divide basicamente em três atos: apresentação dos personagens, suas histórias e de como se tornaram o que são. Primeiro vemos os personagens no presente,e lentamente vemos como chegaram até ali através de flashs do passado. Em cada ato parece que abrimos uma daquelas bonecas, mas ao contrário delas cada vez que abrimos temos desagradaveis surpresas sobre personagens complexos,deturpados e aterrorizantes. Mas a surpresa é infinita.
Como não havia visto o trailer e ao menos lido a sinopse, estranhei a classificação como genero de terror. Mas vendo hoje percebi o porque. Não é um filme de terror propriamente dito. Não há sustos fáceis ou explicitos,na verdade o que há é o terror do mal estar: o mal estar causado pelo comportamento doentio do personagem de Banderas,o afiar de laminas(só vendo para entender),o uso do sexo como arma e até mesmo um rabo de tigre(de novo:só vendo para entender).O terror esta em sua totalidade, no contexto. Em A Pele que Habito, Almodovar se despede das cores fortes, cenários kitsh e personagens femininas fortes. Aqui há homens doentes e vingativos e personagens duplos.
“um bom filme é aquele capaz de prender a atenção do espectador de tal forma que ele esqueça que está em um cinema”. Billy Wilder estava certo ao fazer essa declaração. Pois mesmo Almodovar suscitando questões valiosas como evolução da ciência e do homem,o ponto que a ciencia chegou ao intuito de criar o super homem, bioética e sexualidade ele na verdade é um excelente contador de histórias que nos segura na poltrona até chegarmos ao fim da mesma.

Oscar Moment: Não é apenas uma cena mas todas as que mostram o processo de...Melhor não.Pode estragar a surpresa.

Curiosidades:
Do mesmo diretor de Abraços Partidos.

Baseado no romance Mygale, de Thierry Jonquet.

A Pele Que Habito teve um orçamento de 13 milhões de euros.



Titulo Original: La Piel que Habito
Gênero: Drama
Duração: 120 min.
Origem: Espanha
Estreia: 04 de Novembro de 2011
Direção: Pedro Almodóvar
Roteiro: Pedro Almodóvar e Thierry Jonquet
Distribuidora: Paris Filmes
Censura: 16 anos
Ano: 2011

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Euro Trip




Após se formar no 2º grau, Scott Thomas (Scott Mechlowicz) pensa em passar o verão com Fiona (Kristin Kreuk), sua namorada. Porém ela lhe dá um tremendo fora. Para piorar Scott segue os conselhos de Cooper Harris (Jacob Pitts), seu melhor amigo, e manda um e-mail desaforado para um amigo, Mieke (Jessica Boehrs), que mora em Berlim, pois Cooper acha que Mieke é gay. Só então descobre que Mieke é uma bela jovem, mas Scott não pode nem tentar se retratar, pois seu e-mail foi bloqueado por ela. Assim ele decide ir até Berlim achar Mieke, juntamente com Cooper. Viajando de um jeito econômico, eles vão primeiramente para Londres, que seria a primeira etapa de muitas confusões na tentativa de achar Mieke.
Scootie doesn't know,Scootie doesn't know,don't tell Scootie!
São poucos os filmes que conseguem ser tão engraçados e criativos que consegue tornar até uma música fictícia colar igual chiclete. O que dizer do filme em si? Também cola como chiclete. È divertido,engraçado e completamente politicamente incorreto. Na verdade é uma ode aos bons filmes juvenis dos anos 80. Onde o humor não tinha fronteiras ou censuras.
Curiosidades:
A música "Scootie doesn' Know esta na trilha sonora oficial.
Matt Damon se voluntariou para participar do filme.

Oscar Moment:Matt Damon cantando alucinadamente a musiquinha chiclete.
Impagável!


Ano: 2004
Estreia mundial: 20 de Fevereiro de 2004
País: EUA, Rep. Checa
Género: Comédia
Realização:
Jeff Schaffer
Intérpretes:
Scott Mechlowicz, Jacob Pitts, Kristin Kreuk, Michelle Trachtenberg, Matt Damon, Vinnie Jones

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Ela é o Diabo


Mary Fisher (Meryl Streep) é uma escritora de sucesso que escreve romances de segunda categoria. Uma noite em um jantar elegante Ruth (Roseanne Barr), a desalinhada esposa de Bob (Ed Begley Jr.), acidentalmente derrama vinho sobre o belo vestido rosa de Mary. Bob corre para ajudar Mary, eles olham um no olho do outro e sentem desejo à primeira vista. Após uns poucos encontros clandestinos, Bob abandona Ruth e seus dois filhos para morar à beira-mar no palacete de Mary. Em virtude disto Ruth decide se vingar.

O que acho mais facinante em filmes é o fato que mesmo não tendo um roteiro inteligente ou atuações plausiveis ou uma história verossímel,até mesmo os piores podem nos marcar. Rever certos filmes nos faz voltar à uma época boa em nossas vidas. È o caso de Ela é o Diabo.Classico da sessão da tarte revisto essa semana. È ruim de amargar mas tem um certo doce.

Oscar Moment: A classica cena da casa sendo explodida pela esposa traída partindo para a vingança.



Elenco:
Meryl Streep ... Mary Fisher
Roseanne ... Ruth Patchett
Ed Begley Jr. ... Bob
Linda Hunt ... Hoope

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Coisas que voce pode dizer só de olhar para ela

Faltou tato.

Produzido por Jon Avnet(Tomates verdes Fritos) e dirigido por Rodrigo Garcia Cinco coisas.... conta a história de cinco mulheres cujas vidas aparentemente desconexas se cruzam em San Francisco Valley: a Detetive Kathy Farber (Amy Brenneman) chega na cena de um crime e descobre o cadáver uma antiga amiga sua, Carmen; Elaine (Glenn Close) briga com a mãe enquanto espera por uma chamada telefônica; Rebecca (Holly Hunter) descobre que está grávida; Rose (Kathy Baker) desenvolve uma obsessão por seu novo vizinho; e Carol (Cameron Diaz), a irmã de Kathy, especula com o que poderia ter levado Carmen ao suicídio e não percebe que sua irmã abdica de sua própria vida em prol dela.

Nós mulheres somos um mistério para os homens. Quando eles acreditam que nos descobriram,veem um outro enigma. Não. Não estou reproduzindo "achismos" sobre genero mas somos mais complexas do que é proposto em Coisas que voce... Não somos sacanas a ponto de pisar na outra para conseguir o que quer, nem todas acreditam que a fonte de felicidade esta no casamento e nem todas são obcecadas pela aparencia( o roteiro não explora esse tema,mas há algumas cenas que insinuam). Só assim para compreender como um elenco tão bom e uma história que poderia ser tão proveitosa são desperdiçados em quase duas horas de dramas cansativos e rasos assim como seus personagens femininos.
Aparentemente para Rodrigo García as coisas que voce pode dizer só de olhar para ela são carência e fragilidade. O universo feminino gira em torno da vida sentimental e todas possuem uma leve tendencia a depressão pelo desastre que são.
Em relação ao roteiro falta uma ousadia maior pois segue uma cartilha bem certinha: há um inicio contundente e um final em aberto.
Se para quem assistiu solta um grande "E daí?" no final do filme é porque algo esta faltando. E nesse caso faltou sensibilidade e talento.

Oscar Moment:Atuação de Glen Close
Curiosidades:
Rodrigo Garcia é filho de Gabriel Garcia Marquez
Foi seu primeiro filme.
Foi lançado direto para a tv americana.

Título original: (Things You Can Tell Just by Looking at Her)
Lançamento: 2000 (EUA)
Direção: Rodrigo García
Atores: ElencoGlenn Close, Cameron Diaz, Calista Flockhart, Amy Brenneman.
Duração: 100 min
Gênero: Drama

Trailer:

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Nova York, eu te amo



Solidão em meio ao cosmopolistismo.




"O que mais gosto em Nova York é que todo mundo aqui veio de outro lugar". È justamente essa a proposta. Reunir onze diretores de variados lugares e variados pontos de vista sobre a cidade e realizar curtas que exprimam sua paixão por ela. È claro que sendo onze curtas uns se destacarão mais que outros.Tornando o longa em si um pouco irregular. Mas não importa. Os que se destacam irão valer o tempo despendido.
Não importa a aparência, o número de pontos turísticos,se o clima é frio ou quente. O que faz a cidade ser querida, ser bela, são seus habitantes,as relações humanas e afetivas não só entre eles mas também para com seus estrangeiros.E é sobre isso que Nova York, eu te amo trata. Tanto que ironicamente mesmo sendo um filme sobre a cosmopolita cidade que nunca dorme,na maior parte do longa os fragmentos das histórias pessoais se passam em ambientes fechados como em bares ou no símbolo mor da Big Apple: Táxis. È muito interessante como mesmo sendo onze curta metragens sem grandes conexões entre si(cada um tem sua identidade),todos desenvolvem o mesmo tópico: a solidão de seus habitantes mesmo em meio a multidão que habita Nova York. Do casal que vive uma fantasia que são desconhecidos para renovar o casamento ao escritor que conhece uma mulher após acender o cigarro desta e ter uma surpresa como resultado de seu flerte. Todos querem companhia. No fundo todos querem a sorte como a dos velhinhos no curta final,de ter alguém para apreciar a beleza única da cidade.
Isso faz com que Nova York,eu te amo seja não só uma bela homenagem de amor pela cidade mas também aos que nela habita.

Oscar Moment:
Curiosidades:
É o 2º filme do projeto Cities of Love. O anterior foi Paris, Te Amo (2006);
É a estreia de Natalie Portman como diretora;
Inicialmente Nova York, Eu Te Amo tinha dois segmentos a mais, um dirigido por Scarlett Johansson e estrelado por Kevin Bacon e outro dirigido por Andrei Zvyagintsev e estrelado por Carla Gugino, Goran Visnjic e Nicholas Purcell. Ambos foram retirados na edição final do longametragem, mas chegaram a ser exibidos em sua apresentação no Festival de Toronto;
Título original: (New York, I Love You)
Lançamento: 2009 (EUA)
Direção: Allen Hughes, Shunji Iwai, Joshua Marston, Wen Jiang, Brett Ratner, Mira Nair, Natalie Portman, Shekhar Kapur, Yvan Attal, Fatih Akin
Atores: Natalie Portman, Shia LaBeouf, John Hurt, Julie Christie.
Duração: 110 min
Gênero: Drama

Trailer:

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A sogra

Comédia escapista é salva graças ao talento de Jane Fonda.

Revisto com o mesmo prazer da primeira vez que assisti. Claro que a noventa por cento da diversão e graça se dá pelo talento de Jane Fonda e da comediante wanda sycks,limitando a participação de J-lo ao mínimo.
Após anos procurando seu príncipe encantado, Charlotte Cantilini (Jennifer Lopez) se apaixona por Kevin Fields (Michael Vartan). O problema é a mãe dele, Viola (Jane Fonda), que foi recentemente demitida do cargo de âncora de um jornal de rede nacional. Após perder o emprego, Viola teme perder também o filho e para evitar isto decide atrapalhar ao máximo os planos do casal.(adorocinema.com)

Oscar Moment: A sucessão de tapas e farpas trocadas entre Jane Fonda e a apagada J-lo.

Curiosidades:
Primeiro filme de Fonda após quinze anos de hiato.
Inicialmente o título do filme no Brasil seria "Até Que a Sogra Nos Separe".

Trailer:


Título original: (Monster-in-Law)
Lançamento: 2005 (EUA)
Direção: Robert Luketic
Atores: Jennifer Lopez, Jane Fonda, Michael Vartan, Wanda Sykes.
Duração: 95 min
Gênero: Comédia

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A Casa dos Sonhos




Will Attenton é um homem que tem tudo. Uma bela familia e uma bem sucedida carreira como editor. Decide larga-lo para se dedicar mais a família e ao livro que esta escrevendo. A casa se situa em um daqueles suburbios americanos magnificos.
A partir de agora todo cuidado é pouco. Pois o que for escrito a partir será spoiler. E te garanto, se forem revelados estragará a surpresa das constantes reviravoltas qe ocorrem. O que posso dizer é que essas peripécias são um encontro de Ilha do Medo com O Iluminado.
A marca maior dos filmes de Jim Sheridam é a capacidade que ele tem de equilibrar o sobrenatural,drama familiar e as expectativas geradas pelo suspense. Fez bem em Terra dos Sonhos mas deu bola fora em A casa dos Sonhos. Primeiro porque quando a familia de Will Attenton (Daniel Cregg) chega na casa idilica, não aparenta uma naturalidade de familia feliz. As cenas iniciais de felicidade familiar soam muito forçadas e artificiais. Não que as atuações de Craig e Rachel Weiss sejam ruins,pelo contrário, as cenas em si é que são. Parecem, assim como todo o resto do filme serem surrupiadas de outros filmes de hollyood. Quando Will descobre que sua nova casa foi cenário de um massacre familiar e o sonho começa a virar pesadelo,Sheridan acerta ao brincar com as expectativas. Não se sabe se o assassino esta a espreita ou se a percepção de Will esta sendo influenciado pelo medo. Há um equilibrio entre fantasia,realidade e loucura. Mas tudo se perde quando a trama principal se perde para o surgimento de "n" subtramas, e todas elas são cópias de outros filmes hollyoodianos.
Não sei o que acontece com o cinema atual. Grandes diretores como Jim não necessitam surrupiar ideias ou cenas de outros filmes(há uma cena inteira totalmente "inspirada" em Ilha do Medo)e possuem criatividade o suficiente para saber conduzir uma trama até o seu fim. Porque nesse aqui toda uma grande ideia se descamba para um desfecho totalmente convencional e hollyoodiano.

Oscar Moment:Esta mais para Framboesa moment. Mas há uma cena que é uma sacada interessante.Quando Will descobre a verdade,ele ve as pessoas que conhece como realmente são.

Trailer:



Diretor Jim Sheridan
Elenco Daniel Craig, Naomi Watts, Rachel Weisz, Elias Koteas
Genero suspense

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2 dias em Paris


Se eu fosse dar alguma dica de filme de comédia para alguém com certeza seria 2 dias em Paris. È engraçado,inteligente e possui dialogos rapidos e sagazes sobre relacionamentos e as diferenças culturais entre parisienses e americanos. Quem ainda acha que os franceses não sabem rir com certeza precisa rever seus conceitos e ver 2 dias em Paris.

Oscar Moment: Todas as cenas em que eles estão em um taxi. São hilariantes e mostra o lado ruim dos franceses.

Trailer:



Lançamento: 2007 (França, Alemanha)

Direção: Julie Delpy

Atores: Julie Delpy, Adam Goldberg, Marie Pillet, Albert Delpy.

Duração: 96 min

Gênero: Comédia Romântica

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O preço do Amanhã



O que dizer de um filme que peca como ficção cientítica e também como mero entretenimento?
Andrew Niccol que tem no currículo bons filmes como Gattaca e O Senhor das Armas, erra feio ao narrar a história de um homem acusado injustamente de homicidio. A história se passa em uma época do futuro em que a engenharia genetica avança de tal modo que descobre um modo de interromper o envelhecimento aos vinte e cinco anos. Para evitar a superpopulação a pessoa recebe mais um ano de vida e tem de começar a trabalhar para poder viver mais. E como essa descoberta se dá no nosso sistema capitalista a nova unidade de valor não é mais o dinheiro mas sim o tempo. Tudo que for consumir custa um determinado tempo:um café pode custar três minutos, uma viagem trinta anos e por aí vai...Para saber quanto tempo esta sendo gasto um relógio é instalado no braço de cada um.
Há muito assunto a ser abordado mas acaba dizendo nada. È tudo muito obvio,preguiçoso(os dialogos são repetitivos e didaticos),sem novidade ou criatividade. È tão mediocre que a própria sinopse e trailer já dizem tudo sobre.
Em quase duas horas Andrew Niccol dá uma aula de como pegar uma ideia super interessante,super em voga (devido a crise financeira e ao avanço da tecnologia)com um grande elenco e joga-la no lixo.
O que vale o ingresso é a boa trilha sonora e a atuação de Amanda Seyfried. O resto é uma perda de tempo.

Oscar Moment: A corrida de Will Salas( Justin Timberlake) ao encontro de sua mãe(Olivia Wilde)a fim de salva-la antes que o tempo acabe.

Trailer:


Elenco: Justin Timberlake, Amanda Seyfried, Cillian Murphy, Olivia Wilde, Alex Pettyfer, Matt Bomer, Johnny Galecki, Vincent Kartheiser, Elena Satine.
Direção: Andrew Niccol
Gênero: Ficção Científica
Duração: 109 min.
Estreia: 4 de Novembro de 2011

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Gigantes de Aço

Filme estilo saco de biscoitos Doritos:Mesmo que haja mais ar do que conteúdo vale a pena comprar.

Dirigido por Shawn Levy, o longa nos apresenta a Charlie (Hugh Jackman), um ex-boxeador em um mundo onde ninguém mais liga para lutas entre humanos. Sua carreira controlando robôs lutadores, o esporte favorito do país, está indo de mal a pior. Após a morte de sua ex-namorada, ele se vê obrigado a passar alguns meses com seu filho, Max (Dakota Goyo). Acidentalmente, os dois descobrem em uma sucata um robô velho, Atom. O desacreditado maquinário pode ser a chave de Charlie para o topo e, de quebra, ajudá-lo a se conectar com o garoto.(cinemacomrapadura)
"Os filmes pipocas foram feitos para passar o tempo e desligar o cerebro. Fato: Definitivamente essa afirmativa não se aplica à mim. Minha mente não tem um botão on e off onde posso ligar e desligar a qualquer momento que queira. Ainda mais em um filme como esse. Não é de todo mal. È divertido, não ofende a inteligencia de ninguém e com certeza é um futuro classico da sessão da tarde homenageando grandes momentos do cinema como Rock Balboa, Karate Kid e Falcão(neste primeiro até os dialogos são semelhantes). O grande problema é querer se garantir somente nos efeitos especiais e no carisma de Hugh Jackman como o pai canalha. Daí se esquece de oferecer uma profundidade maior ao roteiro(como em uma cena com o robo Atom estatico se olhando no espelho dando a entender que estava adquirindo consciencia,mas não há continuidade a isso. Se perde na história) e à relação do personagem de Jackman com seu filho:ele perdeu a mãe e é obrigado a passar o verão com o pai que nunca vira pois este é "vendido" pelo padrasto. Ainda assim não há uma situação de estranheza,rancor ou mágoa entre os dois. Posso estar pedindo muito para um filme entretenimento família mas ao menos uma abordagem nesse sentido o tornaria menos medíocre. Se os efeitos especiais são um prato fundo cheio, o roteiro sobre a relação dos dois possui a profundidade de um pires. Mas ainda assim se você é daqueles que consegue desligar o cerebro é uma boa pedida para se divertir. Se eu que não possuo essa chave consegui...

Oscar Moment: A luta final. Mesmo sabendo o final não da pra não torcer para o robo velhaco.


Direção: Shawn Levy
Elenco: Hugh Jackman, Kevin Durand, Evangeline Lilly, Hope Davis, Dakota Goyo, Kevin Durand, Anthony Mackie,
Gênero: Ficção Científica

Estréia Brasil²: 21 de Outubro de 2011

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