Garota da Vitrine


"Ao ver Mirabell se afastar, Ray Porter sentiu uma perda. 'Como é possível?', pensou ele, sofrer por uma mulher que ele manteve a distância. Para não sentir a falta dela quando ela fosse embora. Só entao percebeu o quanto querer só uma parte dela, e não ela inteira fez os dois sofrerem. E como não podia justificar seus atos, exceto por a vida ser assim."

Baseado em seu próprio livro, Shop Girl, e dirigido pelo diretor britanico Anand Tucker, a história começa com o cotidiano de Mirabelle( Claire Danes). No trabalho como atendente do departamento de luvas ela observa casais, mulheres, as próprias colegas de trabalho. Desse ínicio já percebemos que até então ela passa pela vida como observadora. Uma solitária observadora da vida. A única atividade que ela exerce para descarregar seus sonhos de uma vida melhor é através de sua arte à noite,quando chega do trabalho. 


Em um dia qualquer, na lavanderia do prédio conhece Jeremy (o talentoso Jason Schwartzman),um desastrado criador de fontes para computadores com pouca ambição e menos dinheiro ainda. Ainda que sua falta de jeito e perspectivas sejam fatores de repelencia ela inicio um relacionamento com ele. Nesse momento surge Ray Porter(Steve Martin), um rico e charmorso coroa que arrebata seu coração. È claro que Mirabelle se interessa por Ray e deixa o ingenuo Jeremy de lado.
Com esse enredo A garota da vitrine tinha tudo para ser mais um filme clichê envolvendo triangulo amoroso  ou então uma comédia romântica convencional no "Meg Ryan style".Ao invés disso, o que vemos é o amadurecimento dos personagens e sua busca por si mesmo. È uma exploração doce e amarga do amor no mundo real, da confusão e dos problemas de comunicação entre homens e mulheres que acabam por estragar tantos dos romances modernos. É uma história que levanta discussões e gera conversas sobre as diferentes coisas que buscamos no amor—e como às vezes nos comprometemos por aquilo que precisamos e não no que queremos justamente por não nos conhecermos.

Trailer:
 http://www.youtube.com/watch?v=YODMeNOSofo
 Diretor: Anand Tucker
Elenco: Steve Martin, Claire Danes, Jason Swartzman
Ano:2006

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Conspiração Americana



Diretor de Leões e Cordeiros, Robert Redford assume de vez sua veia liberal com seu novo filme  A Conspiração. Se em Leões, seu olhar é para o presente dos EUA e a guerra no Afeganistão em seu novo longa o foco é seu passado hipócrita. 
Redford faz parte do time dos poucos diretores lúcidos dos EUA. È politizado e liberal. Mas cinematograficamente falando, ao utilizar os personagens somente para representar sua opinião peca em não desenvolve-los e  não dota-los de profundidade. Mas se por um lado os personagens são fracos, o elenco faz jus ao talento. Kevin Kline, James McAVoy, Robin Wright,Tom Wilkison faz parte do time de feras que confere emoção aos personas (exclundo Alexis "Gilmoregirls" Bledel que esta totalmente apagada como a namorada do advogado. Talvez porque seu personagem não exerça nenhuma função).

O ano é 1865. Abraham Lincon é assassinado em um teatro. Os responsáveis pelo ato são pegos, acusados e condenados a forca. Além dos sete homens presos a mãe de um deles também é presa injustamente. Surrat, de 42 anos, era proprietária do local onde os suspeitos e seu filho se encontravam para planejar  ataques simultâneos. Resta ao recém formado advogado  Frederick Aiken (James McAvoy) intervir por essa senhora. O problema é que a caça as bruxas e o desejo de vingança dificultarão um julgamento justo.
                                                                       
È aí que reside a discussão: A dialética entre indivíduo e a instituição. Se Frederick  recem saído da guerra da recessão ao lado dos nortistas, como defender uma mulher sulista  acusada de matar o seu presidente? Agir de acordo com as a ética do direito ou de acordo com seu próprio juízo de valor e abandonar o caso?
È politizado, inteligente e reflete as ações estadunienses ao longo da história. O longa possui alguns erros como a existencia da personagem de Alexis mas nada que comprometa o resultado final.

Diretor: Robert Redford
Elenco: James MAcvoy, Tom wikison, Alexis Bledel,Robin Wright
Ano:2011

Trailer:
http://www.youtube.com/watch?v=YjCyUGnnF7s

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Os Fantasmas se divertem



Com algumas notícias pipocando sobre possível sequencia de Beetlejuice (Os fantasmas se divertem) é valido rever essa hilária obra de Tim Burton realizada há vinte e três anos atrás. Vinte e três anos atrás...O que é admiravel nos filmes de Burton é que até mesmo os mais antigos filmes parecem ser recentes devido aos surpreendentes efeitos e tecnologias utilizados.
Beetlejuice reúne as principais marcas de Burton: elenco em sintonia, clima gótico e efeitos especiais surpreendentes e divertidos numa irreverente viagem ao mundo dos mortos. E claro o maravilhoso realismo fantástico que conquistou a todos desde seu primeiro curta,Stalk of the Celery. 

Marido e mulher (Alec Balwdin e Geena Davis) morrem num acidente e continuam a viver, como fantasmas, em uma casa de campo onde moravam. Quando chegam os novos proprietários (típica famila nova iorquina), o casal recorre aos préstimos de outro fantasma-especializado em assombrações para afasta-los do lugar ( Michael Keaton,perfeito).
Mais uma vez, Burton nos premia com uma história simples mas realizada de uma forma tão divertida,tão bem produzida, que assim que acaba o longa dá vontade de entrar naquele mundo novamente. E essa vontade,só os melhores filmes provocam.
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Título: Os fantasmas se divertem
Elenco: Michael Keaton, Alec Baldwin,Winona Rider,Catherine O'hara
Diretor: Tim Burton
Ano:1988

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O Estranho mundo de Jack


O mundo de Jack é realmente estranho:Bruxas,esqueletos,lobisomens, escuridão e clima gótico. Jack Skellington é um ser fantástico que vive na Terra do Halloween e organiza, todo ano, a festa mais assustadora do calendário norte-americano. Entediado da rotina e vagando na floresta, ele se depara com portais que conduzem a outras festividades - a Páscoa, a Ação de Graças - e decide atravessar o portal do Natal que o leva a conhecer a colorida e iluminada festividade recheada de amor, presentes e espírito natalino. Convencido a abraçar essa celebração, Jack convence os outros habitantes a sequestrar Papai Noel e a elaborar o seu próprio Natal, apesar das premonições de Sally, uma boneca de pano costurada pelo Dr. Finklestein, preverem algo ruim e trágico.

Com a tecnologia do stop motion ( é uma técnica de animação fotograma a fotograma ou quadro a quadro com recurso a uma máquina de filmar, máquina fotográfica ou por computador), e com roteiro e produção de Tim Burton, o longa é visualmente um deleite para os olhos e o enredo,embalado pelas agradavéis músicas de Danny Elfman, um relaxamento para a mente.
 O detalhe é que a animação é de 1994 mas parece ter sido feita somente há alguns anos. Se parece ter um enredo infantil quem irá se divertir mais são os adultos.
Trailer:
 http://www.youtube.com/watch?v=LuvdeINbNhM

Título: O estranho mundo de Jack
Duração:88 minutos
Direção: Henry Selick
Produção: Tim Burton

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Amor a toda Prova



Cal Weaver (Steve Carell) tem quarenta e poucos anos e leva uma vida perfeita, com um bom emprego, filhos e um casamento com a namorada do colégio, Emily (Julianne Moore). Até que, ao descobrir que Emily o está traindo com um colega de trabalho( Kevin Bacon) e quer o divórcio, sua vida desaba por completo. Forçado a voltar ao mundo dos solteiros, ele enfrenta as dificuldades habituais de quem não sabe mais como se portar para se aproximar de uma mulher. É quando entra em cena Jacob Palmer (Ryan Gosling), um amigo que passa a lhe dar algumas dicas.


 O que define se determinado filme é ruim? A direção,o roteiro, as atuações ou a soma de tudo?Não posso responder pelos críticos ou pelo público geral mas posso responder por mim. O que me interessa,o que me faz ser apaixonada por cinema,são as histórias. Histórias bem contadas claro. Pode ser a comédia romantica mais banal que houver. Se for feita com honestidade e souberem conta-la porque não? Afinal de contas quem nunca se divertiu vendo O casamento do meu melhor amigo ou qual balzaquiana nãose indentificou com Bridget Jones?
Enfim...a questão é: Por mais que um filme peque em um aspecto, sempre haverá outro que o salvara da desgraça total. È o caso de Amor a toda prova. Se o filme tem um roteiro mais furado que queijo suiço(alguém já viu uma garota se formar em direito e se tornar sócia de uma firma de advocacia com dezessete anos?) e uma direção que tenta "inovar" utilzando a camera de forma vacilante nos momentos de tensão (alguém os avise que isso não é mais novidade?) e se aproximar das comédias indies, por outro lado há atuações brilhantes de um elenco estelar. Já esclareço o seguinte:assim como o roteiro, os personagens são rasos, unidimensionais. O personagem de Ryan Gosling por exemplo,não mostra a que veio.Não se sabe quem é,de onde vem e nem o que faz. Sabemos razoavelmente, atraves de uma rapida conversa com sua nova conquista, mas de resto é um pária sexy cuja única função é bancar a fada madrinha para o personagem de Steven Carel.

O grande destaque fica por conta de  Julianne Moore que humaniza seu personagem de tal forma, que não há como o espectador se voltar contra ela.
 E o que dizer de Jonah Bobo? De nome ninguém reconhece mas aquele garotinho que encantou à todos no filme Zathura, ainda encanta com sua atuação tão singela.  
Não é dificil concluir que a escolha de um  elenco desse nível foi totalmente proposital. Afinal tem que ser muito bom ator para fazer das tripas coração personagens tão superficiais em algo identificavel e assistível.

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Título: Amor a toda Prova
Elenco: Steve Carel, Juliane More,Jonah Bobo, Ema Stone,Kevin Bacon, Marisa Tomei,Ryan Gosling
Ano:2011

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Uma boa dica para esse feriadão é conferir o novo filme de Roman Polanski, O Deus da Carnificina. Calma! Não é mais uma obra monótona sobre ateísmo e cristianismo apesar do que o título sugere. Pelo contrário. O Deus da Carnificina trata de forma bem humorada sobre relações humanas.
                                                                
Nos créditos iniciais, a camera se move vagarosamente até focar de longe um grupo de crianças brincando. Rapidamente a brincadeira se torna briga e abruptamente a camera corta para outra cena: Os pais dessas crianças briguentas surge na residencia de um deles tentando resolver essa situação constrangedora de forma mais civilizada e pacífica possível.
                                                              
Com um texto imensamente criativo - baseado na peça teatral francesa "Le Dieu du Carnage", de Yasmina Reza (que assina o roteiro em parceria de Polanski) -, temos excelentes personagens, construídos com grande atenção aos detalhes. Os relacionamentos são esmiuçados de maneira auspiciosa, uma análise que explana aspirações artísticas, fobias de seres rastejantes, modelos de conduta, ativismos latentes, hipocrisias, qualidades, defeitos, até mesmo o motivo de seus apelidos afetuosos são jogados na mesa (uma das melhores piadas, aliás). Além do texto e dialogos memoráveis o grande destaque vai para o elenco impagável que reúne Cristopher Waltz, Jonh C. Reilley, Kate Winslet e  Jodie Foster como a ora controlada e pacífica, e ora como a  histérica e infeliz Penelope.

                                                            
Trailer:

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Da pornochanchada dos anos oitenta a retomada dos anos noventa,o cinema nacional nunca esteve tão em voga como agora. E se há um nome responsável por essa elevação do cinema brasileiro para outro patamar,seu nome é Selton Melo. Saído das novelas,há mais de doze anos anos (sua última aparição nas telinhas foi em 1999 em Força de um desejo) esse mineiro de trinta e oito anos mostra a que veio em sua segunda incursão na direção de um longa (sua primeira aparição por de trás das câmeras ocorreu no excelente Feliz Natal. Assistindo, me lembrou uma frase que li recentemente em um livro:"Há historias tão tristes mas tão tristes que tem uma alegria boa no final. Mas o contrário não existe". Aqui não só a história mas o personagem é tão triste mas tão triste que no final há essa alegria boa. Tão boa que no final do longa o espectador sairá com um sorriso doce na boca. Selton Mello interpreta Benjamin,um palhaço que não quer ser mais palhaço.Um profissional na arte de fazer o povo rir mas que não tem ninguém que o faça sorrir.O objetivo de Benjamin é ser somente Benjamin e não ser mais o palhaço Pangaré. Não possui identidade,endereço fixo e muito menos cpf.Somente a certidão de nascimento o define.Na verdade,seu trabalho o define.Mas será que é suficiente? Nem um pouco.Seu desejo é se encontrar.Para isso ele sai do colorido mundo circense e vai atrás do cinza do mundo. È nesse cinza que ele se encontra não se encontrando. Faz sua identidade,mora em um pequeno hotel e consegue seu primeiro comprovante de residencia. E é justamente nesse cinza,nesse mundo prosaico que ele encontra e aprecia o belo. Encontra quem o faz rir. È justamente nessa hora que ele da o seu primeiro sorriso e como o filho pródigo:o bom filho a casa retorna,nesse caso,ao circo retorna. Através de uma estetica que investe no colorido,trilha sonora que lembra antigos filmes italianos, e elenco repleto de atores sensíveis que remetem a uma glória do passado,o longa se assemelha a um mundo fantástico e realista,onde o colorido e esperançoso mundo circense se choca a todo momento com a realidade crua da vida fora do teatro. Vi em uma entrevista que a intenção de Selton era sensibilizar o público através de uma história pessoal e exorcizar uma crise criativa que teve no passado. Não sei se ele conseguiu expurgar suas emoções através da arte mas com certeza nos sensibilizou. Pelo menos eu fui contemplada com sua intenção. Trailer: O PALHAÇO (Brasil, 2011). Direção de Selton Mello. Roteiro de Selton Mello e Marcelo Vindicato. Com Selton Mello, Paulo José, Larissa Manoela, Giselle Motta, Teuda Bara, Álamo Facó, Moacyr Franco, Ferrugem, Fabiana Karla, Jorge Loredo, Jackson Antunes, Tonico Pereira, Ferrugem.

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Precisamos falar sobre Kevin

Eva é uma mulher de quarenta e poucos anos bem vividos. Tem uma carreira internacional promissora, espírito aventureiro e um marido que sempre sonhou. Sua vida estavel é interrompida pelo nascimento de seu primeiro filho,Kevin.Ter um filho nunca fora um objetivo para Eva mas ela não questiona tanto. Aceita de bom grado mas não tem grande simpatia pela ideia. Sua vida muda desde a gestação. Desde aí, percebe que Kevin não é uma criança normal.Irá infernizar sua vida até o fim. Precisamos falar sobre kevin é um filme baseado no pesado livro de Lionel Shriver. Se no livro, Eva tenta entender o que aconteceu com Kevin para causar tamanha tragédia através de cartas a seu marido, no filme a história é contada de forma desfragmentada. As situações passadas por Eva devido a Kevin são um pouco mais contidas no livro mas no filme são bem exploradas e produzidas. Vale dizer que além do propósito de desmistificar alguns temas como a maternidade, é um filme que entretem e aterroriza. Muitos sites e revistas especializadas já escreveram inúmeras teorias psicanalíticas e até esse momento dissecaram cena por cena. A relação entre mãe e filho, a loucura que é a sociedade americana e sobre as tragédias que acontecem nas escolas. Não vou chover no molhado. Ainda mais por crer que esse filme tem um impacto maior assistindo sem informações prévias. Veja.Reveja.Discuta sobre. Precisamos falar sobre Kevin é um filme intrigante que vai além de interpretações óbvias. È o tipo de filme que perturba,que causa reflexões. E se você for mente aberta e se deixar levar, provoca mudanças de pensamentos que estão arraizados. • Direção: Lynne Ramsay • Roteiro: Lynne Ramsay (roteiro), Rory Kinnear (roteiro), Lionel Shriver (romance) • Gênero: Drama/Suspense • Origem: Estados Unidos/Reino Unido • Duração: 112 minutos • Tipo: Longa-metragem

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Minhas tardes com Margueritte




Alguém já ouviu o termo feel good movies? Não? Então explico. Feel good movies são aqueles filmes que nos fazem bem através de um final inspirador e belo.Todos os percalços enfrentados pelos personagens são compensados no final.O mais brilhante nesses filmes é que essa boa sensação transferida à quem assiste,não ocorre através de clichês ou cenas piegas.È a vida como ela é. E sim as vezes ela é simples e bela.
Simples e bela... são dois adjetivos que se encaixam perfeitamente com Minhas tardes com Margueritte. A história é bem banal: Homem bruto( Gerard Diperdieu,excelente) e iletrado com um grande coração encontra em uma tarde numa praça uma senhora de noventa e cinco anos alimentando os pombos. Conversa vai,conversa vem e nasce uma grande amizade. Ele descobre que ela é amante da literatura e ela descobre que ele é amante da vida apesar de sofrer seus maltratos.
È um filme sobre amor. Amor a literatura,ao próximo e a vida.Recomendo!

Trailer:


CURIOSIDADES
Do mesmo diretor de Conversas com Meu Jardineiro.
Baseado no livro de Marie-Sabine Roger.

Ficha Tecnica:
Diretor: Jean Becker
Elenco: Gérard Depardieu, Gisèle Casadesus, Maurane, Patrick Bouchitey, Jean-François Stévenin, François-Xavier Demaison, Claire Maurier, Sophie Guillemin
Produção: Louis Becker
Roteiro: Jean Becker, Jean-Loup Dabadie
Fotografia: Arthur Cloquet
Trilha Sonora: Laurent Voulzy
Duração: 82 min.
Ano: 2010
País: França
Gênero: Drama
Cor: Colorido

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AND THE OSCAR GOES TO...




È cafona,brega,os apresentadores são os mais insosos possíveis e algumas piadas são mais sem graça do que A Praça e Nossa e Zorra Total juntos. But what the hell...se até Fellini disse que o Oscar é a maior festa de cinema do mundo quem sou eu pra discordar?
Falta uma semana exatamente! Já fizeram o bolão com os amigos? Já viram os indicados as principais categorias? Pra quem ainda esta um pouco perdido,aqui estão os indicados e comentários sobre alguns.


Melhor filme
Juro que não entendi a escolha da academia para formar uma lista tão fraca.Concordo que 2011 foi um ano marcado pelos blockbusters e fraquissímo em qualidade mas se fossem mais sérios,menos políticos e preguiçosos teriam selecionado Toda forma de Amor e também Tudo pelo poder.Excluido Cavalo de Guerra(será que tem influencia do senhor Spielberg?) e o bonzinho e nada mais Histórias Cruzadas.


Os Descendentes( filme família independente estilo Miss Sunshine)
A Árvore da Vida(Podem dizer que é papa oscar, mas é minha aposta de melhor filme)
Histórias Cruzadas
A Invenção de Hugo Cabret
O Homem Que Mudou o Jogo (Tem seus méritos,mas...o que um filme sobre superação através do esporte esta fazendo aqui?)
Cavalo de Guerra (Nem premissa ou o trailer me conquistou. Mas...duas palavras que expliquem ser um candidato: Steven Spielberg)
O Artista ( Ainda não vi)
Meia-Noite em Paris ( Roteiro,cenários,atuações magnificas.Grande obra prima de Allen)
Tão Perto e Tão Forte(Ainda não vi)

Melhor ator

Não há concorrente para Gary Oldman em O Espião que sabia demais


George Clooney - Os Descendentes (Não me pergunte o porque. Clonney é apenas...Clonney)
Brad Pitt - O Homem Que Mudou o Jogo ( Brad Pitt faz grande esforço pra sair de sua zona de conforto mas não há sucesso.Só fez o esperado)
Jean Dujardin - O Artista
Demián Bichir - A Better Life
Gary Oldman - O Espião que Sabia Demais (Esse é o cara!Só vendo pra saber!)

Melhor atriz
Porque não retiram o nome de oscar para melhor atriz e mudam para melhor Meryl Streep? Sério,senão fosse Glenn Close em Albert Nobbs e concorrendo mais atrás a talentosa Michelle Williams com Sete dias com Marilyn, Streep ganharia fácil fácil! Estou em dúvida nessa categoria,mas torço para Meryl!


Glenn Close - Albert Nobbs ( Sem palavras.Há uma entrega de corpo e alma ao personagem)
Viola Davis - Histórias Cruzadas
Rooney Mara - Millennium - Os Homens que Não Amavam as Mulheres
Meryl Streep - A Dama de Ferro
Michelle Williams - Sete Dias com Marilyn

Melhor ator coadjuvante

Christopher Plummer em Toda forma de Amor. Não há concorrente



Kenneth Branagh -Sete Dias com Marilyn
Nick Nolte - Guerreiro
Max Von Sidow - Tão Perto e Tão Forte
Jonah Hill - O Homem Que Mudou o Jogo ( Grande performance.Mas nada memorável.)
Christopher Plummer - Toda Forma de Amor(Não há concorrente. Plummer atribuiu equilibradamente sensibilidade e humor que torna seu personagem inesquecível)

Melhor atriz coadjuvante


As chances para alguém de Histórias Cruzadas levar são grandes,óbvio,mas torço para Janet McTeer de Albert Noobs


Bérénice Bejo - O Artista
Jessica Chastain - Histórias Cruzadas
Janet McTeer - Albert Nobbs
Melissa McCarthy - Missão Madrinha de Casamento
Octavia Spencer - Histórias Cruzadas

Melhor diretor


Páreo duro.Grandes diretores e excelentes filmes



Woody Allen - Meia-Noite em Paris (Apesar de Allen ser um excelente roteirista,seu estilo de direção é deixar a camera rolando e o roteiro falar por si.Seu primor reside nos dialogos e atuações)
Terrence Malick - A Árvore da Vida (O que Malick fez,é grandioso,sensacional.Não só torço,mas tenho a absoluta certeza que leva essa)
Alexander Payne - Os Descendentes (Não há grandes inovações).
Michel Hazanivicous - O Artista
Martin Scorsese - A Invenção de Hugo Cabret

Melhor roteiro adaptado

A invenção de Hugo Cabret é o favorito e assim como dois mais dois é quatro,ganha fácil. Mas torço por Tudo pelo poder de George Clonney.



A Invenção de Hugo Cabret
Tudo pelo Poder
Os Descendentes
O Espião que Sabia Demais
O Homem Que Mudou o Jogo

Melhor roteiro original

Allen detesta premiações e não estará presente nessa.Fato. Mas torço muito por ele e acho que leva apesar do excelente A Separação também concorrer. Mas também é fato que não há ninguém com uma imaginação e criatividade como a dele.



Meia-Noite em Paris
O Artista
Margin Call - O Dia Antes do Fim
Missão Madrinha de Casamento
A Separação

Melhor filme em lingua estrangeira

A Separação (Irã)
Bullhead (Bélgica)
Monsieur Lazhar (Canadá)
Footnote (Israel)
In Darkness (Polônia)

Melhor longa animado

Gato de Botas
Kung Fu Panda 2
Rango
Um Gato em Paris
Chico & Rita

Melhor trilha sonora original

As Aventuras de Tintim
O Artista
O Espião que Sabia Demais
A Invenção de Hugo Cabret
Cavalo de Guerra

Melhor canção original

"Man or Muppet" - Os Muppets
"Real in Rio" - Rio

Melhores efeitos visuais

Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2
A Invenção de Hugo Cabret
Gigantes de Aço
Planeta dos Macacos - A Origem
Transformers: O Lado Oculto da Lua

Melhor maquiagem

Albert Nobbs
Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2
A Dama de Ferro

Melhor fotografia

Millennium - Os Homens que Não Amavam as Mulheres
O Artista
A Invenção de Hugo Cabret
A Árvore da Vida
Cavalo de Guerra

Melhor figurino

Anônimo
O Artista
A Invenção de Hugo Cabret
Jane Eyre
W.E. - O Romance do Século

Melhor direção de arte

O Artista
Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2
A Invenção de Hugo Cabret
Cavalo de Guerra

Melhor documentário

Hell and Back Again
If a Tree Falls
Paradise Lost 3: Purgatory
Pina
Undefeated

Melhor documentário de curta-metragem

God is the Bigger Elvis
The Barber of Birmingham: Foot Soldier of the Civil Rights Movement
Incident in New Baghdad
Saving Face
The Tsunami and the Cherry
Blossom

Melhor montagem

Os Descendentes
O Artista
Millennium - Os Homens que Não Amavam as Mulheres
O Homem Que Mudou o Jogo
A Invenção de Hugo Cabret

Melhor curta

Pentecost
Raju
The Shore
Time Freak
Tuba Atlantic

Melhor curta animado

Dimanche
The Fantastic Flying Books of Mister Morris Lessmore
La Luna
A Morning Stroll
Wild Life

Melhor edição de som

Drive
Millennium - Os Homens que Não Amavam as Mulheres
Cavalo de Guerra
A Invenção de Hugo Cabret
Transformers: O Lado Oculto da Lua

Melhor mixagem de som

Millennium - Os Homens que Não Amavam as Mulheres
Cavalo de Guerra
A Invenção de Hugo Cabret
Transformers: O Lado Oculto da Lua
O Homem Que Mudou o Jogo

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